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Artigos

FELICIDADE X CARREIRA PROFISSIONAL

Sabemos que a felicidade nos move, é o ar que respiramos!
Podemos exemplificar com um caso bem atual, "Caso Neymar", onde ele relata sua vida e carreira profissional: "Não é só o dinheiro que traz felicidade", pois para ele "Sem alegria não consigo trabalhar".
Felicidade é uma questão importante para manter uma pessoa no trabalho e de maneira bem produtiva. Seguindo o raciocínio no contexto carreira profissional x futebol, basta ver os vários casos de jogadores que cedem as propostas financeiras tentadoras e, um ano depois, estão de volta ao Brasil, alegando falta de adaptação ao clube estrangeiro. No mundo corporativo, também é crescente o número de empresas que buscam de alguma forma melhorar a felicidade de seus funcionários.
FELICIDADE SOB MEDIDA
É ótimo sinal que as organizações se preocupem com a felicidade de seus funcionários. Mas, no final das contas, essa é uma questão pessoal, em que o trabalho é um componente importante, mas não é o único. "Cada um tem de buscar seus valores e encontrar significado na vida que leva, dentro e fora do escritório", diz Clóvis de Barros Filho, professor de ética da Universidade de São Paulo (USP) e co-autor de A Vida Que Vale a Pena Ser Vivida (Editora Vozes). Não que isso seja uma tarefa fácil. Filósofos como Aristóteles e Sócrates já vinham debatendo o assunto vida feliz séculos antes de Cristo. A discussão permanece até hoje: "A vida mais feliz é aquela que comporta o maior número de prazeres, alegrias e satisfações? Ou é a do homem mais justo, mais sábio e virtuoso?" como questiona o filósofo André Comte-Sponville no livro A Mais Bela História da Felicidade (Editora Difel).
No mundo do trabalho, a discrepância entre prazer e virtuosidade parece ficar ainda maior. Isso porque a idéia de que o trabalho pode ser, também, uma fonte de encanto é relativamente recente. Surgiu por volta do século 18, época em que os filósofos iluministas passaram a difundir que era preciso exercer uma atividade ligada ao progresso da civilização para ser feliz. O que complica esse novo raciocínio é a sensação de não existir felicidade enquanto não se alcança o progresso total. Como a civilização está em constante evolução, então nós nunca ficaremos completamente satisfeitos e, portanto, felizes. Triste, não? Essa lógica se aplica ao cotidiano do escritório. Veja um exemplo pelo qual, provavelmente, já tenha passado: você acabou de cumprir uma meta agressiva e nem comemorou muito o resultado. Motivo? Já está pensando no próximo objetivo. "Se você não se permite momentos de alegria no presente, nunca terá uma vida com significado. Tudo fica para o futuro", explica Clóvis.
Uma vida plena de felicidade é algo impossível. Afinal, você precisa passar por momentos infelizes para ter o contraponto e entender o que realmente faz sentido para você. "Felicidade é ter prazer em instantes específicos", diz Clóvis. "Quando você percebe que se sente bem fazendo certo trabalho, sem pensar nos resultados no longo prazo, então você está feliz", diz. Para alcançar essa harmonia no trabalho, são necessárias três atitudes: desenvolver o autoconhecimento, ter coragem para lidar com mudanças e saber negociar suas vontades.

VOCÊ ESTÁ INFELIZ?
Situações que minam a energia e o bem-estar no trabalho aumentam a sensação de infelicidade. Conheça os sintomas da infelicidade profissional e veja como evitar a depressão
- ESTRESSE POR EXCESSO DE TRABALHO:
Dedicar muitas horas apenas a atividades profissionais pode causar mau humor. Pior ainda quando as tarefas não são estimulantes. Analise se é uma situação temporária ou permanente e planeja bem seu dia, para ser produtivo. Fora do escritório, faça atividades que lhe dêem prazer, como um esporte. Seja honesto: se o trabalho não faz mais sentido, mude de ares.
- SENSAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA:
Acontece quando você acha que não tem cacife para encarar certas tarefas. Isso afeta profissionais de todos os níveis. A angústia aumenta quando você não conversa sobre as suas inseguranças. Procure alguém de confiança que ajude você a mapear e a resolver suas deficiências reais.
- MUDANÇAS CONSTANTES:
É mais comum em setores dinâmicos ou em momentos de reestruturação de empresas. Quem não consegue se adaptar a novidades sofre e pode desenvolver insônia, úlcera e depressão. Nesses casos, peça para ser transferido para uma área mais estável.
- SEM PAPEL NO TEATRO ORGANIZACIONAL:
Profissionais que estão em companhias nas quais a aparência importa mais do que o resultado precisam participar de um teatro corporativo e têm de fazer networking improdutivo e ir a happy hour de fachada. Quem se força a participar desses joguinhos investe energia em algo que detesta e fica deprimido. Faça seu trabalho aparecer e se afaste aos poucos da encenação.
- FALTA DE ORGULHO:
É sintoma grave e atinge profissionais que não compartilham dos mesmos valores da empresa. Se você só trabalha por causa da remuneração e não sente paixão e orgulho pelo que faz, certamente estará feliz. Comece a procurar um novo emprego em companhias que tenham uma ética semelhante à sua.
Fonte: Revista Você S/A
Setembro 2010

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